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Maria Zilda Bethlem
Comemorando 27 anos de carreira, Maria Zilda Bethlem se prepara para mais um desafio. Além de protagonista, a atriz é também produtora do filme Minha vida em suas mãos, com lançamento nacional marcado para 11 de maio. "Foi um grande desafio. Éramos quatro: eu dividida em duas e a Julia (personagem) também. Às vezes, como personagem, gostaria de repetir duas, três vezes um único take, mas o lado produtora ponderava e dizia que não", conta a atriz. Desde sua estréia no teatro, com a peça "O genro que era nora" (1972/73), a atriz coleciona trabalhos nos palcos, nos estúdios de gravação e sets de filmagem. Maria Zilda já atuou em 15 novelas da Rede Globo, incluindo sucessos como "Guerra dos Sexos" (1983), o remake de "Selva de Pedra" (1986) e "Por Amor" (1996). No cinema, já são 12 filmes, incluindo Minha vida em suas mãos. Em alguns deles, ela ganhou importantes premiações por seu desempenho, como o Kikito de melhor atriz de 2000 ("Eu não conhecia Tururu"), e os prêmios de melhor atriz no Festival de Montreal ("A Intrusa", 1983) e no Festival de Brasília 1993, com "Vagas para Moças de Fino Trato". Além do reconhecido talento como atriz, Maria Zilda revela que a arte, em suas mais variadas formas, sempre esteve presente em sua vida. "Comecei a estudar música aos seis anos. Aprendi a tocar acordeão, piano e violão. Fiz 12 anos de piano clássico. Em 1986, fui convidada para inaugurar um complexo (boate, praça de touros e restaurante) em Albufeira, no Algarve, sul de Portugal. O show foi lindo!", recorda-se. A influência dos pais - Humberto Bastos e Nilda Bethlem - foi muito importante para Maria Zilda. Tanto que, antes de escolher viver da arte de representar, ela chegou a se formar professora e economista: "Desde menina, sempre gostei de escrever. Acho que foi uma herança dos meus pais. Minha mãe, além de professora, escrevia livros didáticos. Meu pai, quando morreu, deixou 34 títulos publicados sobre economia, mais especificamente sobre açúcar e álcool. Fui juntando estórias e contos baseados em minha vida, sempre muito divertidos, e espero, em breve, publicá-los", revela a atriz, contando como foi apresentada a sua outra paixão - a literatura. O projeto do filme, no entanto, é o que está tomando mais tempo da atriz no momento. Em 1981, Maria Zilda foi convidada por Yoya Wurch para protagonizar o filme, do qual ela acabava de finalizar o roteiro. A atriz se apaixonou pelo projeto, mas, grávida de seu segundo filho, Raphael, não pôde aceitar convite. "Não podia pensar em fazer nada a não ser lamber a cria", garante. Com uma série de adversidades tão comuns à produção cultural no Brasil, o filme foi sendo adiado. Dezoito anos depois, o papel voltou às mãos de Maria Zilda, que encarou o desafio. "O sonho, assim como eu, estava amadurecido, pronto para ser realizado. O roteiro, infelizmente, é mais atual do que nunca: recessão, desemprego, violência e insegurança numa grande cidade. Mas também é uma história que fala de amor, de sexo desencadeando paixão, de destino", conta ela, que, no filme contracena com Caco Ciocler, Cristina Aché, Ney Latorraca, Cláudio Corrêa e Castro e grande elenco. E Maria Zilda não pára. "Ainda há muito a realizar e as idéias vêm aos montes. Muitas viram projetos de vida e é isso que me movimenta: a realização dos meus sonhos", garante, misteriosa quanto a sua próxima realização. |
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